domingo, 21 de setembro de 2008

Vai aí a dica...



Cinco dias para mexer com a produção cultural de Florianópolis
Tetê Espíndola é um dos destaques. O belo, o sublime, o inusitado e o assombroso ocupando o mesmo ambiente. A vanguarda, o novo e o intenso abrindo caminho, impondo discussões. Pintores, músicos, cineastas, filósofos, performers e oficineiros se cruzando no campus e fora dele. Este é o caldeirão que espera os participantes e espectadores da Semana Ousada de Artes, que a Universidade Federal de Santa Catarina e a Udesc realizam de 22 a 26 deste mês em Florianópolis. Arrigo Barnabé e Tetê Espíndola, Sylvio Back e César Cavalcanti, Márcia Tiburi e Vinícius Figueiredo são presenças de destaque, ao lado de João Vicente Goulart (filho do ex-presidente João Goulart), dos artistas plásticos Antônio Vargas, Fernando Lindote e Flávia Fernandes e de cineastas como Zeca Pires e Éverson Faganello. “Nossa intenção é mostrar o que existe de contemporâneo e ousado na arte catarinense e, ao mesmo tempo, estabelecer um diálogo desses artistas com os convidados de fora”, diz a secretária de Cultura e Artes da UFSC, Maria de Lourdes Alves Borges, que divide com a professora Claudia Maria Messores, da Udesc, a coordenação do evento.


A programação completa da Semana Ousada de Artes está no site http://www.semanaousada.ufsc.udesc.br/ Mais informações na Secretaria de Cultura e Artes da UFSC, no fone (48) 3721-8304 e pelo e-mail ousadaufscudesc@reitoria.ufsc.br. Na Udesc, os contatos são (48) 3321-8359 e nucleoceart@udesc.br.






A Gosto



Cinco de agosto de 2007. Domingo. Nublado. Parecia um dia qualquer, mórbido e cinza. Mas não foi. Pelo contrário. Foi incrível. É estranho como a vida muda de repente. No dia seguinte ele começaria uma nova função no trabalho. Havia sido promovido. A expectativa era grande. Mas não tanto quanto a vontade de ver uma morena. Morena linda.
Sim, ela estava de volta. Retornara após seis meses de intercâmbio na Argentina. Longos seis meses. Sim. Agora ela estava ali... Bem perto, bem próxima...

Sábado. Quatro de agosto. Às quatro horas da tarde recebeu uma mensagem no celular. “Olah. Este eh meu novo numero”. Registrou. E respondeu, claro. “Que bom que vc jah estah aqui”. “Vamos fazer alguma coisa?”. Ela aceitou de pronto. Marcaram domingo, às três da tarde.

Cinco de agosto de 2007. Domingo. Nublado. Parecia um dia qualquer, mórbido e cinza. Mas não foi. Pelo contrário. Foi incrível.
Apesar da ansiedade, acordou tarde. Nem lembrara o que almoçara... Almoçara? Nem sabia mais.
Precisava arrumar a casa, iria receber visita. E que visita! E que bagunça! Por onde começar?
Acho que nunca havia suado tanto em sua vida. Talvez na sua formatura. Havia sido o orador da turma. Suou muito. (é assim a conjugação do verbo “suar”?). E terminou a faxina. Cinco para às três da tarde.
Cara simples, sem carro, ficou de pegá-la no terminal, pois ela não lembrava onde ele morava.
Recebeu uma mensagem: “vou atrasar um poko, dou um tok qdo estiver xegandu”. Ótimo. Alguns minutinhos a mais para dar uns retoques na casa e se arrumar.
“Bah! Esqueci de fazer a barba!” Agora é tarde. Ela acabara de dar um toque no celular. Foi assim mesmo. De barba por fazer. Claro, caprichou no perfume. Sabia o quanto o olfato das mulheres é aguçado.
Chegou no terminal exatamente no momento em que ela passava pela catraca. Ela estava super simples, calça jeans, tênis e uma blusa laranja. Uma simplicidade encantadora.
Seus olhares se encontraram e eles sorriram.
Abraçaram-se. Abraço longo, daqueles que matam as saudades.
Foram para a casa dele. Conversaram horrores. É. Já estava assimilando as gírias dela. Disse que havia convivido muito com uma paulista. Percebia-se. Havia perdido aquele jeito colono de falar, aquele jeito de menina do interior.
Conversaram muito. Horrores, como ela dizia. Escutou atentamente todos os detalhes do seu intercâmbio, cuidadosamente registrado em seu diário.
Combinaram de fazer dança de salão juntos. Iria ser legal e estava abrindo uma turma nova. Ótima oportunidade para começarem. A dançar? Também.
Ele colocou um disco na vitrola. E conversaram, conversaram e conversaram. E riram juntos também. Muito. Sem saber que seria a primeira vez que os dois achariam graça das coisas da vida. De repente, um beijo. Longo. Ávido. Desesperado.
Desligaram o som e ligaram seus lábios. Ele a agarrou com força e lhe prensou contra a parede. As mãos já não tinham mais pudores.
Era apenas nove horas da noite, quando as luzes se apagaram e eles decidiram (sem trocar palavras) que continuariam a conversa em outro cômodo da casa e com outros sons.
Cinco de agosto de 2007. Domingo. Nublado. Parecia um dia qualquer, mórbido e cinza. Mas não foi. Pelo contrário. Foi incrível. E olha que ele nem fez a barba. Nunca mais.

domingo, 7 de setembro de 2008

Janta

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed
Everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies and bees and birds
Will hear my words
Will be both us and you and them together

I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
And please my day
I'll let you stay with me if you surrender

(Gostaria [e poderia] de ter sido eu o autor destes versos, mas os méritos são todos de Marcelo Camelo. Vale conferir Janta (que conta com a participação de Mallu Magalhães) no seu recém lançado disco: Sou. Ou então clica aí em baixo!)

Boa viagem.


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Ponto de Partida


Yes! Finalmente saiu! Depois de muito tempo pensando e articulando idéias, imaginando o conteúdo e colhendo opiniões de amigos, decidi definitivamente criar este blog. Ele foi concebido para expor algumas de minhas idéias, divagações, reflexões... enfim... minhas viagens sem bagagens.
Viagens ao infinito do próprio eu, com escala nos sentimentos, nas lembranças e nos pensamentos mais longínquos da minha mente.
Mas atenção: novos destinos poderão ser traçados no decorrer da viagem!
Um roteiro inesperado pode surgir, novas emoções poderão ser visitadas durante o caminho e reminiscências ocultadas pelo pó da estrada poderão ser redescobertas.
Aos passageiros, boa viagem!